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Osmarzinho, ex-prefeito do PT, recorre à Justiça após jingle com acusações viralizar nas redes

Em ritmo de forró, o jingle apresenta perguntas e respostas para atribuir acusações a Osmarzinho e integrantes da família. (Foto: Reprodução)

O ex-prefeito de Cocal dos Alves (PI), Osmarzinho, do PT, acionou a Justiça para retirar das redes sociais publicações que reproduzem um jingle político com acusações contra ele e familiares. A música, criada durante a campanha eleitoral de 2016, voltou a circular nos últimos dias e ganhou grande repercussão nas redes sociais.

A decisão foi tomada pela juíza Elvanice Pereira de Sousa Frota Gomes, da 4ª Vara Cível da Comarca de Teresina. Segundo informações divulgadas pelo portal Extra, do Grupo Globo, a magistrada determinou que a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, e a ByteDance Brasil, dona do TikTok, tornem indisponíveis, em até 24 horas após a intimação, os conteúdos que reproduzem o jingle.

A ordem também proíbe que o áudio seja reutilizado em novas publicações. Em caso de descumprimento, as plataformas estão sujeitas a multa diária de R$ 5 mil.

Em ritmo de forró, o jingle apresenta perguntas e respostas para atribuir acusações a Osmarzinho e integrantes da família. Entre as alegações estão um suposto desvio de R$ 19 milhões da Educação, o envolvimento em um atropelamento com morte e um empréstimo que não teria sido pago a um tio.

A música foi criada durante a disputa eleitoral de 2016 e originalmente era divulgada por carros de som, conhecidos como “paredões”. Naquele pleito, Osmarzinho disputou a Prefeitura de Cocal dos Alves contra Ivan, do PDT, e venceu por apenas 151 votos de diferença.

Osmarzinho foi prefeito do município entre 2017 e 2024 pelo PT e não é candidato nas eleições de 2026. A família, porém, continua atuando na política. O sobrinho, Wodson Vieira, foi eleito prefeito da cidade em 2024 pela mesma legenda, enquanto o irmão, Rubens Vieira, disputa a reeleição para deputado estadual no Piauí.

Procurada, a Meta informou que não iria se manifestar sobre o caso. A reportagem também não obteve retorno do TikTok nem conseguiu contato com Ivan.

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