“Velhos e não sabem ensinar”: declaração do prefeito de Ribamar causa indignação em educadores

O clima entre os profissionais da educação de São José de Ribamar ficou tenso após declarações polêmicas atribuídas ao prefeito Dr. Julinho durante uma reunião recente com gestores da rede municipal.
As falas, consideradas ofensivas e preconceituosas, geraram profunda indignação na categoria e levaram o SINPROESEMMA, Núcleo de São José de Ribamar a emitir uma nota pública de repúdio contra o gestor.
Segundo o sindicato, o prefeito teria afirmado, de forma desrespeitosa, que “gestor não pode ser amigo de professor”, que “os professores estão faltando demais”, e ainda que “ampliaram apenas por interesse financeiro”, chegando a dizer que “estão velhos e não estão dando conta, porque não sabem ensinar”.
As declarações foram classificadas como um ataque direto à dignidade e à valorização do magistério, evidenciando, segundo o sindicato, desconhecimento da realidade vivida pelos educadores da rede pública ribamarense, que enfrentam jornadas exaustivas, falta de estrutura e baixos salários.
Na nota, o SINPROESEMMA afirma que o discurso do prefeito representa uma postura de “desrespeito e desvalorização”, incompatível com o cargo que ocupa, especialmente por vir de quem deveria defender e fortalecer a educação no município. O sindicato ressalta ainda que “respeitar o professor é respeitar a educação”, lembrando que são os docentes os verdadeiros responsáveis pelos avanços conquistados nas escolas municipais.
O documento também aponta diversos problemas estruturais e administrativos na rede de ensino, como denúncias de assédio moral por parte de gestores, nomeações políticas de diretores sem formação adequada, ausência de livros didáticos, escolas precárias e contratações irregulares.
Para o núcleo do SINPROESEMMA, as falas do prefeito revelam um descompasso entre o discurso de “melhor educação” e a realidade enfrentada nas salas de aula. Enquanto a gestão municipal divulga números e slogans otimistas, professores continuam sobrecarregados, desmotivados e desrespeitados.
O sindicato finaliza reafirmando que não aceitará qualquer forma de desvalorização, discriminação ou ataque aos profissionais da educação, exigindo respeito, condições dignas de trabalho e diálogo real com a categoria.




