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TRE-MA pede investigação da PF sobre áudios de secretário que fala em prender eleitores do PT

Foto: reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) acionou a Polícia Federal para investigar áudios atribuídos a James Mota, secretário de Segurança de Barra do Corda, que defende a prisão de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) como forma de intimidar eleitores. O caso veio à tona nesta sexta-feira (23), e o governador Carlos Brandão (MDB) determinou o afastamento do sargento, que é policial militar e estava cedido à administração municipal, além da apuração de sua conduta.

Nas gravações, Mota afirma que integrantes do PT seriam inimigos da polícia e da sociedade e incentiva a realização de prisões. Em um dos trechos, ele diz que a primeira detenção poderia fazer a notícia circular pela cidade e pelos povoados, provocando medo entre outros apoiadores do partido.

O caso também chegou ao Ministério Público Eleitoral. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, apresentou uma notícia-crime solicitando investigação sobre possíveis práticas de intimidação e constrangimento de eleitores.

Sargento admite autoria das gravações

Foto: reprodução

Em nota de esclarecimento, James Mota confirmou que gravou as mensagens, mas negou a intenção de perseguir adversários políticos. Segundo ele, as declarações foram feitas em um grupo fechado de policiais militares, no qual seriam comuns brincadeiras e provocações políticas entre pessoas com posicionamentos diferentes.

O sargento afirmou ainda que as referências a prisões estavam relacionadas ao combate a possíveis crimes eleitorais.

Áudios citam apoiadores de Lula

Em uma das gravações, Mota relata ter encontrado apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva distribuindo material de campanha próximo a escolas de Barra do Corda durante o primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. Ele afirma que chegou a confrontar alguns deles.

As mensagens também incluem a participação de uma pessoa não identificada, que sugere mobilizar a Guarda Municipal para realizar prisões.

A investigação deverá esclarecer a identidade dos demais participantes das conversas e verificar se houve abordagens policiais motivadas por preferências partidárias, além de apurar as circunstâncias e o contexto das declarações.

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