Influenciadora Tainá Sousa, alvo da Polícia Civil, já foi investigada por usar cartão de homem morto

A influenciadora digital Tainá Sousa, alvo da Operação Dinheiro Sujo deflagrada ontem pela Polícia Civil do Maranhão, já havia sido citada em um depoimento anterior que revela o envolvimento dela em um caso de possível apropriação indébita de bens de um homem já falecido.
O documento, obtido com exclusividade pelo São Luís Notícia, mostra que Tainá confessou ter usado o cartão de crédito do falecido Raimundo Francisco Bogeia Júnior após sua morte, ocorrida no dia 10 de maio de 2020. Segundo o depoimento prestado por ela na Delegacia do 2º Distrito Policial da Capital, a influenciadora realizou diversas compras — incluindo celular, eletrodomésticos, móveis e até pedidos por aplicativo de entrega — somando R$ 15 mil.

Na época, Tainá alegou que mantinha um relacionamento amoroso com Raimundo e que ele teria dado acesso aos seus cartões e senhas. Mesmo assim, a utilização dos bens de um falecido sem autorização judicial pode configurar crime de estelionato ou fraude patrimonial.
Agora, com o avanço da Operação Dinheiro Sujo, Tainá volta ao centro de um novo escândalo. A Polícia aponta que ela e outros influenciadores vêm sendo usados como fachada para promover jogos ilegais e ocultar os ganhos financeiros obtidos por meio dessas divulgações. Muitos seguidores, atraídos pelas postagens de “vitórias fáceis”, acabam perdendo dinheiro em plataformas não regulamentadas.
A promotoria deve analisar os contratos publicitários firmados entre os influenciadores e as empresas de jogos, além de rastrear movimentações financeiras suspeitas. Há também indícios de que alguns desses perfis teriam sido usados para lavagem de dinheiro oriundo de esquemas políticos e contratos públicos fraudulentos.
A Polícia Civil não descarta novas fases da operação e o indiciamento formal de Tainá Sousa pelos crimes investigados. O caso acende um alerta sobre o papel de influenciadores digitais na promoção de atividades ilegais, e a responsabilidade civil e criminal que pode recair sobre quem lucra à custa da vulnerabilidade de seus seguidores.
O São Luís Notícia acompanha o caso e trará atualizações à medida que novas informações forem divulgadas.



