Maranhão registra redução em crimes patrimoniais e latrocínios caem 66,7% na Grande São Luís

O Maranhão apresentou redução em diversos indicadores de criminalidade nos primeiros oito meses de 2026, segundo levantamento da Unidade de Estatística e Análise Criminal (UEAC), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA). Os dados mostram queda tanto em crimes patrimoniais quanto em ocorrências de maior gravidade, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre os números que mais chamam atenção está a redução dos roubos de celulares. Somente em agosto, foram 823 registros em todo o estado, contra 1.369 ocorrências no mesmo mês de 2025. A diferença representa uma queda de 40%, com 546 casos a menos.
No acumulado de janeiro a agosto, o Maranhão contabilizou 8.663 roubos de celulares, enquanto no mesmo período de 2025 foram 11.191. A redução chegou a 23%, com 2.528 ocorrências a menos.
Na Grande Ilha de São Luís, agosto terminou com 567 registros, contra 864 no mesmo mês do ano passado, uma queda de 34%. Considerando os oito primeiros meses do ano, foram 6.075 ocorrências em 2026, ante 7.244 em 2025, redução de 16%.
Em São Luís, a queda foi ainda maior no mês de agosto. Os registros passaram de 723 para 468, redução de 35%. No acumulado do ano, a capital teve queda de 19%, com 1.135 ocorrências a menos.
Outro indicador que apresentou redução foi o furto a transeunte. Em agosto, o Maranhão registrou queda de 38% em relação ao mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, foram 8.782 ocorrências, contra 15.589 no ano passado. A redução acumulada foi de 44%, o equivalente a 6.807 registros a menos.
Na Grande Ilha, os casos passaram de 9.747 para 6.420 no acumulado do ano, redução de 34%. Já em São Luís, foram 5.979 ocorrências entre janeiro e agosto de 2026, contra 8.788 no mesmo período de 2025, uma queda de 32%, com 2.809 casos a menos.
Os furtos de celulares também diminuíram. Na Grande Ilha, foram 419 registros em agosto, contra 522 no mesmo mês do ano passado, redução de 20%. No acumulado, a região passou de 6.436 para 5.380 ocorrências, queda de 16%.
Na capital, agosto teve redução de 16%, com os casos passando de 461 para 385. Entre janeiro e agosto, São Luís registrou 4.957 furtos de celulares, contra 5.885 em 2025, também uma redução de 16%, com 928 ocorrências a menos.
Os crimes envolvendo veículos seguiram a mesma tendência. No Maranhão, os roubos de veículos caíram 18% no acumulado de janeiro a agosto, passando de 2.230 registros em 2025 para 1.829 neste ano. São 401 ocorrências a menos.
Em São Luís, a redução foi de 10%, de 517 para 467 casos. Na Grande Ilha, considerando apenas agosto, os roubos de veículos passaram de 86 para 77 registros, queda de 10%.
Nos furtos de veículos, a redução foi ainda mais expressiva. O Maranhão passou de 2.524 ocorrências entre janeiro e agosto de 2025 para 1.730 neste ano, queda de 31%. Na Grande Ilha, os casos diminuíram 45%, de 932 para 516. Em São Luís, a redução chegou a 50%, com os registros caindo de 816 para 409, uma diferença de 407 ocorrências.
Os dados também apontam queda nos latrocínios, que são os roubos seguidos de morte. Na Grande São Luís, foram cinco casos nos oito primeiros meses de 2026, contra 15 no mesmo período do ano passado. A redução foi de 66,7%. Em São Luís, os registros passaram de 13 para quatro, queda de 69%.
Outro indicador em queda foi o feminicídio. O Maranhão registrou 25 casos entre janeiro e agosto deste ano, contra 36 no mesmo período de 2025. A redução foi de 31%, com 11 ocorrências a menos. Na Grande Ilha, foram três registros neste ano, contra cinco no ano passado, redução de 40%.
De acordo com a SSP-MA, os indicadores são acompanhados para orientar a distribuição do policiamento e o planejamento de operações e investigações. O trabalho envolve os órgãos que integram o Sistema de Segurança Pública, com ações de policiamento ostensivo, investigação, inteligência, cumprimento de mandados e uso de tecnologia.
A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, afirmou que a redução dos índices está relacionada à atuação integrada das forças de segurança e ao acompanhamento contínuo dos dados criminais. Segundo ela, o enfrentamento à violência permanece permanente, especialmente nos crimes que atingem diretamente a população e na proteção das mulheres.




