Relatos de Terror: ‘Botaram sacola na minha cabeça’, diz amigo de carroceiro sobre suposta tortura por bombeiros

Em uma entrevista ao repórter Romarinho Bacabal, Raimundo Nonato, amigo do carroceiro conhecido como “Foguinho”, que recentemente encontrou uma criança desaparecida no estado, relata momentos de terror. Raimundo afirma ter sido levado à força e submetido a sessões de tortura por indivíduos que se identificaram como bombeiros e, posteriormente, como delegados.
Raimundo conta que dois homens chegaram à sua residência pedindo para usar o banheiro. Após ganharem sua confiança e entrarem no quintal, os indivíduos o renderam, algemaram e o colocaram dentro de um carro.
Segundo a vítima, durante o trajeto, ele foi agredido com socos e murros. “Eles botaram uma sacola na minha cabeça e disseram que se eu quisesse falar, era para chutar o carro”, descreve Raimundo. O objetivo dos agressores era obter informações sobre o paradeiro de crianças desaparecidas.
Sentindo-se ameaçado de morte e sofrendo agressões físicas severas, inclusive enforcamento, Raimundo afirma que foi obrigado a inventar informações. “Para eu não morrer, fui obrigado a dizer que as crianças estavam na casa do ‘Cofô’ (um morador local)”, explica ele.
Raimundo ressalta que as declarações feitas sob custódia dos agressores foram motivadas exclusivamente pelo medo. “Eles fizeram um vídeo e disseram que eu ia morrer. Eu estava desesperado, todo quebrado”, desabafa.
A vítima alega reconhecer os agressores e afirma que eles se apresentaram inicialmente como bombeiros, mas depois mudaram a versão para delegados. Raimundo Nonato já realizou o exame de corpo de delito para comprovar as agressões sofridas e buscar justiça.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto, informou que o caso envolvendo dois militares já foi encaminhado à Corregedoria.


